Ter o radar no mercado e uma visão de fora para dentro é uma característica importante de empresas líderes. O maior risco é se contentar com o próprio conhecimento e com o desempenho sem parâmetros de comparação. Neste sentido, resgatamos o conceito clássico de benchmarking, muito utilizado no contexto dos modelos de gestão associados à qualidade.
De maneira bem direta, podemos definir benchmarking como o método para comparar o desempenho de algum processo, prática de gestão ou produto da organização com o de um processo, prática ou produto análogo. Comparar de maneira efetiva, significa entender as razões do desempenho superior, adaptar à realidade da organização e implementar melhorias significativas. Benchmarking implica aprender com as outras organizações. De certa maneira, a estruturação da implementação de uma metodologia de benchmarking tem a ver com um amadurecimento do processo sistemático de aprendizado contínuo conforme mostrado na figura 1.
Ao posicionarmos o benchmarking no contexto da gestão do conhecimento, podemos verificar na figura 1, que o benchmarking é um ativo de conhecimento da organização, assim como as ideias, as lições aprendidas e as boas práticas. Ele tem um valor reconhecido, precisa de documentação detalhada e finalmente deve ser perseguido ou mesmo replicado para gerar de fato os benefícios esperados para as organizações.
