Voltar
  • Baixar Artigo em PDF
  • Imprimir
Publicado em: Gestão do Conhecimento   
GC no Brasil: cenário atual e perspectivas futuras  Autor: José Cláudio Terra 
(5) Recomendações | Recomendar esse artigo
É preciso de capacidade de abstração para enxergar processos “invisíveis” de criação e uso de conhecimento
 

Se Conhecimento e Ativos Intangíveis são tão importantes por que poucas empresas têm processos sistemáticos e estratégicos para gerenciá-los? Por que a Gestão do Conhecimento (GC) ainda parece ser uma coisa nebulosa e pouco entendida nos escalões mais altos das empresas brasileiras? Temos várias hipóteses para explicar o fato desta disciplina de pensar, atuar e implementar processos ainda está tão distante das empresas nacionais. Dividimos nossas hipóteses em dois grandes grupos:


Grupo I: Dificuldades Inerentes da Gestão do Conhecimento:
- GC envolve necessariamente transdisciplinariedade: é preciso pensar em estratégia, gente, cultura, processos e tecnologia ao mesmo tempo.
- É preciso de capacidade de abstração para enxergar processos “invisíveis” de criação e uso de conhecimento, mas também praticidade para implementar processos visíveis e que se institucionalizem nas organizações.
- GC é algo estratégico, mas se manifesta por meio de ações que se enraízam no modo de trabalhar das pessoas.
- Necessita de compartilhamento, mas não pode ser dependente de atitudes altruísticas.
- Assim como na estória do “ovo e da galinha” é difícil dizer como começar: as pessoas participam se a Gestão do Conhecimento lhes for benéfica, mas a Gestão do Conhecimento só lhes será benéfica se as mesmas participarem de forma entusiástica e sistemática.
- Aprender e gerar novos conhecimentos úteis e estratégicos demanda tempo, mas as organizações demandam resultados no curto-prazo (e cálculos do tipo ROI).
Grupo II: Dificuldades Específicas das Empresas Brasileiras:
- As empresas brasileiras, em sua grande maioria, tradicionalmente não investem em P&D (típica atividade intensiva em conhecimento) e em atividades cujo retorno é incerto (mas, potencialmente, muito alto);
- A GC atingiu um pico de notoriedade no Brasil durante um período de vacas magras (últimos 2 – 3 anos) ao contrário do exterior (6 – 8 anos atrás): este fato inibe investimentos sem retorno previsível;
- Vários processos e iniciativas de GC se apóiam em tecnologias avançadas de informação que demandam usuários comuns mais familiarizados e confortáveis com aplicativos além do básico (Office e email) e no Brasil o nível de capacitação digital é menor do que em outros países avançados;
- Várias iniciativas de GC demandam disciplina para escrever, algo não natural para nossa cultura nacional e organizacional;
- Baixa compreensão geral do que gera valor na Era da Informação, do Conhecimento e dos Intangíveis.


Apesar das hipóteses pouco otimistas acima, vemos que pouco a pouco a GC começa a ganhar destaque, corpo e recursos (dinheiro e pessoas) nas empresas brasileiras. Parcela significativa de dirigentes nacionais começa a ler livros, artigos e freqüentar vários seminários (inclusive promovidos por nossa empresa) sobre o tema e descobrir que fora do Brasil já há um grande número de organizações que estão reportando resultados significativos e quantitativos em iniciativas de GC (ver quadro abaixo).

 

 

 

1 de 2Próximo
Temas: Ativos Intangíveis   
 

Sobre os Autores

Voltar
  • Baixar Artigo em PDF
  • Imprimir

212eAtivos Intangíveise

newsletter

Cadastre-se para receber informações sobre a TerraForum
Nome:
E-mail:
Área:
Estado (UF):

Artigos no Innovation Center

Recuperando Dados

Acesse o Innovation Center

Notícias no Portal de Gestão Pública

Recuperando Dados

Acesse o Portal de Gestão Pública