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Publicado em: Educação Corporativa   
Novas tendências em Educação Corporativa  Autor: Cassio Ribeiro 
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Num mercado global marcado pelo altíssimo nível de competitividade, não basta para as empresas garantir que os profissionais cumpram suas funções com regularidade e correção.
 

Educação Participativa – Valorizando o potencial de ação dos profissionais

Com o conhecimento alçado à posição de ativo estratégico, as organizações se deparam na atualidade com o desafio de mobilizá-lo em favor de seus objetivos. E o enfrentamento deste desafio, naturalmente, enseja um novo olhar sobre as práticas e métodos aplicados à gestão e desenvolvimento de pessoas.

 

Nesta nova perspectiva ganha destaque a ocupação do papel de protagonista pelos próprios trabalhadores, no seu processo de desenvolvimento dentro das empresas. Este novo posicionamento, antes de ser considerado como uma conquista dos trabalhadores na luta por direitos trabalhistas, coloca-se como uma estratégia das organizações, frente à nova realidade de mercado.

 

Num mercado global marcado pelo altíssimo nível de competitividade, não basta para as empresas garantir que os profissionais cumpram suas funções com regularidade e correção. Torna-se necessário mobilizá-los para um nível maior de comprometimento, que se refletirá no engajamento destes profissionais na busca contínua por excelência em toda e qualquer atividade que seja desempenhada, que deverá ser clara e objetivamente pautada pela estratégia da organização.

 

Ocupando posição de protagonistas de seu desenvolvimento, os profissionais empenham sua energia e conhecimentos, garantindo condições para a geração de um fluxo contínuo de inovações, que se refletirão em produtos, serviços e processos de trabalho internos.

 

Esta abordagem demanda a reorientação das políticas de gestão de pessoas nas organizações, que devem garantir essencialmente o alcance dos seguintes objetivos:

  • - Alinhamento dos profissionais à estratégia da organização
    - Mobilização dos trabalhadores à posição de protagonistas do seu desenvolvimento
    - Apropriação da energia e conhecimento gerado a partir desta mobilização e seu direcionamento em favor da empresa

 

Este contexto demanda uma nova configuração das práticas de educação corporativa, no que se refere a:

 

FUNDAMENTOS

  • A Educação Corporativa, na sua tarefa fundamental de desenvolver o capital intelectual da organização, deverá desempenhar este papel considerando como base para o seu trabalho:
    Modelos de Competências – Estruturas baseadas nas necessidades estratégicas das organizações e, ao mesmo tempo, suficientemente flexíveis para que comportem objetivos individuais dos profissionais;
    Abrangência de ação – A atuação educacional passa a atender não somente aos profissionais internos, abrangendo também a outros públicos, envolvendo desde profissionais de outras organizações ligadas às suas cadeias produtivas até as pessoas das comunidades nas quais se integram as organizações;
    Princípios Educacionais – As práticas educacionais passam a se basear em novos paradigmas educacionais, que sustentam a constitiuição de processos e fluxos de aprendizagem baseados em uma dinâmica mais colaborativa

 

DIMENSÃO OPERACIONAL

  • A aplicação das estratégias de educação corporativa deve ser amparada por processos bem definidos relacionados a:
    - Gestão da demanda
    - Desenvolvimento e Gestão de Portfólio de Soluções Educacionais
    • - Gestão da Distribuição e Aplicação das Soluções
      - Monitoramento dos Resultados para o Negócio e para o Desenvolvimento de Pessoas
      - Gestão das Competências

 

A estruturação desta nova configuração, com base em uma perspectiva na qual o profissional se coloca como protagonista do seu desenvolvimento, deve se apoiar em métodos e instrumentos que garantam a representatividade necessária entre os próprios profissionais, o que requer, antes mesmo da definição de um plano de ação, a realização de:

  • - Diagnósticos, considerando tanto aspectos culturais quanto macro e micro-econômicos
    - Mapeamentos dos atores influenciadores, em diferentes níveis
    - Modelagem de soluções com a participação dos profissionais

 

De modo geral estas linhas de ação deverão ser sempre observadas, ainda que em diferentes níveis de complexidade, considerando o tamanho do público a ser atendido, além da abrangência da estratégia.

 

Com estes passos realizados a organização contará com os subsídios necessários para a estruturação da área de educação corporativa, considerando aspectos estratégicos, táticos e operacionais.

 

A aplicação desta nova abordagem requer o reposicionamento das tradicionais políticas de RH nas organizações, para que favoreçam que os colaboradores assumam esta nova posição. O engajamento da área de gestão de pessoas nesta estratégia propiciará a geração de um ciclo virtuoso dentro da organização, o qual favorecerá o envolvimento de um número cada vez maior de colaboradores, num efeito de multiplicação contínua dos benefícios alcançados em termos de flexibilidade, agilidade, capacidade de inovação e, conseqüentemente, maior competitividade para as organizações.

 

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