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Publicado em: Gestão 2.0   
Estudo: Finanças 2.0  Autor: José Cláudio Terra; Antonio de Carlos Brito 
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Como os bancos, seguradoras, corretoras de valores, e cooperativas de crédito podem extrair valor da Web 2.0?
 

Introdução

 

A internet, que em seu primeiro momento deu acesso à informação e conectou as pessoas, passou a oferecer formas de buscar a colaboração entre elas, formando redes de relacionamentos para que os envolvidos pudessem se comunicar em rede e criar conhecimentos de forma coletiva. As diversas ferramentas da Web 2.0 estão por todos os lados e ao alcance de todos os setores da economia.

Para entender a Web 2.0 e seu relacionamento com os setores tradicionais da economia não basta entender sobre as ferramentas da Web: é preciso fazer correlações bem fundamentadas destas ferramentas inovadoras com a estrutura, a dinâmica e os modelos organizacionais e de negócios de setores bem específicos.

O setor financeiro, com as suas características intrínsecas de confidencialidade, sigilo e dose necessária de conservadorismo, tem sim espaço para inovar por meio das inúmeras oportunidades e ferramentas da Web 2.0. Em nossas pesquisas, pudemos verificar isto por meio de diversos estudos de casos de instituições tradicionais e também por novos players que estão lançando negócios financeiros 100% baseados no poder das redes sociais.

 

O estudo Finanças 2.0

 

No estudo Finanças 2.0, observamos que toda essa transformação na forma de se relacionar e gerar negócios traz impactos não somente às instituições do mercado financeiro, mas a todo o universo que as cercam (clientes, outros bancos, acionistas, imprensa, colaboradores, entre outros).

Para os clientes e stakeholders, apresentaremos casos de como as organizações mundiais e algumas brasileiras de ponta já estão lidando com este novo modelo de relacionamento. A leitura pode oferecer exemplos e maneiras para buscar a aproximação de suas instituições financeiras e travar um relacionamento mais aberto e transparente.

Para as instituições financeiras, delineamos uma visão isenta a respeito das virtudes e falhas na busca pela implantação destas ferramentas. Este relatório pode facilitar a compreensão de como a Web 2.0 e as redes sociais desafiam os valores de confidencialidade, credibilidade e sigilo das instituições financeiras – e dão um caminho de como podem empregá-las a seu favor.

 

Conclusões

 

A Web 2.0 para as instituições financeiras ainda é incipiente. Em casos raros estabeleceu-se uma estratégia de diálogo com os clientes e stakeholders. Contudo, a Web 2.0 provê poderosas ferramentas para que as instituições financeiras melhorem o relacionamento com seus públicos de interesse, sejam eles colaboradores, acionistas, clientes, imprensa ou governo. A adoção dos princípios e ferramentas da Web 2.0 pode, ademais, estimular o diálogo, o compartilhamento de conhecimentos e experiências, fornecendo assim, inputs valiosos para as empresas financeiras melhorarem produtos e serviços e serem percebidas como inovadoras.

A Web 2.0 é um destes fenômenos sociais e tecnológicos de enormes proporções, talvez, no mesmo patamar, do próprio surgimento da internet. Sua ubiquidade, baixo custo e inserção no dia a dia das pessoas será cada vez mais evidente na medida em que novas gerações adentrem o mercado consumidor e mercado de trabalho brasileiro.

 

Este estudo foi escrito em coautoria com Alex Igor Sanghikian Macedo, Luiz Flávio P. Costa Vieira e Nadine Sanae Suzuki.

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Temas: Enterprise 2.0  Web 2.0 
 

Sobre os Autores

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